linha_topo.jpg


Os conceitos de deficiência auditiva e surdez são conceitos fluidos. Indivíduos com níveis de perda auditiva leve, moderada e severa são mais freqüentemente chamados de deficientes auditivos, enquanto os indivíduos com níveis de perda auditiva profunda são chamados surdos. De uma maneira geral, deficientes auditivos são oralizados comunicam-se por língua oral e fazem leitura labial) e surdos são sinalizantes (comunicam-se por meio da língua de sinais). De qualquer forma, é preciso enfatizar que para um deficiente auditivo ou surdo ser oralizado ou sinalizante é mais uma questão de opção e oportunidade do que de qualquer convenção que se queira fazer.

 

O que é o Surdo-Mudo?

 


Erro social dado ao fato de que o surdo vive num “silêncio”, rotulado pela própria sociedade (por falta de conhecimento do real significado das duas palavras). Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial e podem fazer muitos sons com a garganta, ao rir, e mesmo ao gestualizar.


Surdo: dificuldade parcial ou total no que se refere à audição Mudo: problema ligado à voz.


A deficiência auditiva é genericamente considerada como a diferença existente entre a atuação do indivíduo e a habilidade normal para a detecção sonora de acordo com padrões estabelecidos pela American National Standards Institute (ANSI - 1989).


O Decreto 5.296 de 2/12/2004 define deficiência auditiva como a perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (db) ou mais, auferida por audiograma nas freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz. Considera-se, em geral, que a audição normal corresponde à habilidade para detecção de sons até 20 db N.A. (decibéis do nível de audição).

 

Como agir diante de um surdo


Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todas podem se sentir desconfortáveis diante do diferente”. Mas esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não-deficientes.


Ao tratar uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, estaríamos ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, não estaríamos nos relacionando com ela, mas com outra pessoa, que não é real.


A deficiência existe e é preciso levá-la na sua devida consideração. Neste sentido torna-se de grande importância não subestimar as possibilidades, nem as dificuldades e vice-versa. As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.


Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente, ou que esta não possa ser eficiente. Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades, mas por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todas as pessoas.


A maioria das pessoas com deficiência não se importa em responder perguntas a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Quando alguém deseja alguma informação de uma pessoa deficiente, o correto seria dirigir-se diretamente a ela, e não a seus acompanhantes ou intérpretes. Segundo professores, intérpretes e os próprios surdos, ao se tomar alguns cuidados na comunicação com o surdo, confere-lhe o respeito ao qual ele tem direito.

 

Como interagir com uma pessoa surda ou com deficiência auditiva?

 

  • O deficiente auditivo ou surdo, que se comunicar pela fala (em língua portuguesa oral), precisará receber as instruções orais, sem exagero na pronúncia das palavras; sempre de frente - nunca ao lado ou por trás;

 

  • A velocidade da fala deve ser normal, a menos que o deficiente auditivo ou surdo peça para falar mais devagar. O tom normal de voz também deve ser normal. Não se deve falar alto, a menos que seja solicitado. Obs: As mudanças de tom de voz que indicam sarcasmo ou seriedade. Precisam ser substituídos por expressões faciais, gestos movimentos do corpo para a compreensão da mensagem;

 

  • Quando falar com uma pessoa surda, tentar ficar num lugar iluminado. Evitar ficar contra a luz (de uma janela por exemplo), pois o rosto de quem está falando fica como uma silhueta na luz, o que dificulta a visualização das expressões faciais;

 

  • Fazer com que a boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha;

 

  • Caso se perceba que a leitura labial não está sendo eficiente, é preciso tentar uma comunicação, via escrita, com a utilização de palavras-chave ou bilhetes curtos. É possível, também, se comunicar com perguntas cujas respostas sejam sim/não. Se necessário, aponte para palavras escritas. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, as tentativas são apreciadas e estimuladas;

 

  • Ser expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz, que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos ou sinais e o movimento do corpo são excelentes indicações do que se quer dizer;

 

  • Nem sempre a pessoa surda tem boa dicção. Se houver dificuldade em entender uma pessoa surda, não se acanhe em pedir para que ela repita o que disse ou sinalizou. Geralmente, os surdos não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas;

 

  • Não se deve atravessar entre duas pessoas que estão conversando em língua de sinais. Essa atitude interrompe a comunicação;

 

  • Ao conversar, mantenha sempre contato visual. Se desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou;

 

  • Não se deve ficar ansioso durante uma tentativa de se comunicar com um deficiente auditivo ou surdo, pois essa atitude pode atrapalhar a tentativa de se estabelecer um diálogo. Se ocorrer uma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.

 

Quanto ao acesso a informações

 

  • As pessoas deficientes auditivas ou surdas, normalmente, não utilizam nenhum programa específico ou equipamento auxiliar para se comunicar. Para contato ou envio de informação remota, deve-se dar preferência a torpedos enviados por telefones celulares ou e-mails. Atualmente, já existem Telefones Especiais para surdos (TS), com teclado alfanumérico e display que viabilizam a comunicação dos surdos pelo sistema telefônico convencional. Os modelos incluem telefones públicos e residenciais. As operadoras de telefonia, cumprindo a Lei da Acessibilidade (nº 10.098), estão instalando os telefones públicos adaptados para os surdos;

 

  • Grande parte dos deficientes auditivos ou surdos não percebe sinais sonoros, informações em áudio, como rádio ou a voz humana. Entretanto, elas são bastante visuais. Deve-se aproveitar essa característica;

 

  • A informação de um conteúdo em formato de áudio poderá ser apresentada num texto fixo ou por intermédio de uma legenda dinâmica sincronizada em tempo real com o som;

 

  • Uma informação escrita deve estar redigida em uma linguagem clara e concisa, pois os deficientes auditivos muitas vezes não entendem palavras escritas em português. Assim, seria interessante ter um link para um conceito sobre palavras complexas ou disponibilizar um dicionário na WEB para acessar conceitos ao qual o usuário deficiente auditivo ou surdo possa tirar suas dúvidas.

 

LIBRAS

 

A LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), embora reconhecida oficialmente em território nacional, pela *Lei Federal n. 10.436/2002, segue desconhecida pela imensa maioria da população e continua sendo encarada, equivocadamente, apenas como um conjunto de gestos naturais ou ‘mímica', utilizada pelos surdos na ausência da oralidade.

 

- Lei nº 10.436, de 19 de abril de 2002 – LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) Lei Federal O presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, sancionou em 24 de abril de 2002, a lei que reconhece a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação entre surdos. A Lei enfatiza a necessidade de que a Língua Brasileira de Sinais - Libras seja objeto de uso corrente nas comunidades surdas; procura assegurar a presença de profissionais intérpretes nos espaços formais e instituições, como na administração pública direta e indireta e a inclusão do ensino da Libras nos cursos de formação de Educação Especial, Fonoaudiologia e Magistério e profissionais intérpretes, sendo optativo para o aluno e obrigatório para a instituição de ensino.

 

- O decreto 5626, de 22 de dezembro de 2005, regulamentou a Lei 10.436/02, também denominada Lei de Libras, tratando os aspectos relativos à inclusão de Libras nos cursos superiores, à formação de professores para o ensino de Libras, à formação de tradutores e intérpretes de Libras, à atuação do Serviço Único de Saúde – SUS, à capacitação de servidores públicos para o uso da Libras ou sua interpretação e à dotação orçamentária para garantir as ações previstas no Decreto 5626/05.

 

  • O que é a deficiência auditiva: É apenas uma perda sensorial, por isso, as pessoas com problemas de audição tem potencialidade igual a de qualquer ouvinte.

 

  • Língua: conjunto do vocabulário de um idioma e de suas regras gramaticais; idioma. Por exemplo: inglês, português, LIBRAS.

 

  • Linguagem: Capacidade que o homem e alguns animais possuem para se comunicar, expressar seus pensamentos.

 

  • Cultura Surda: ao longo dos séculos os surdos foram formando uma cultura própria, centrada principalmente em sua forma de comunicação. Em quase todas as cidades do mundo, vamos encontrar associações de surdos onde eles se reúnem e convivem socialmente.

 

  • Intérprete de LIBRAS: pessoa ouvinte que interpreta para os surdos uma comunicação falada usando a língua de sinais e vice-versa.

 

  • Prevenção: as causas mais freqüentes da surdez são a rubéola na gravidez, a meningite, o sarampo, a desidratação e o uso excessivo de antibióticos. Campanhas, palestras, encontros, mobilizações de profissionais são importantes para que todos tomem consciência dos recursos disponíveis para um atendimento eficaz às pessoas portadoras de qualquer tipo de surdez. É importante ainda que as famílias de surdos aprendam a língua de sinais e se reúnam com a finalidade de discutir seus problemas comuns e reivindicar uma educação de qualidade para seus filhos.

 

  • A Libras - Língua Brasileira de Sinais é reconhecida, cientificamente, como um sistema lingüístico de comunicação gestual-visual, com estrutura gramatical própria, oriunda das Comunidades Surdas Brasileiras. É uma língua natural, formada por regras morfológicas, sintáticas, semânticas e pragmáticas próprias. É uma língua completa, com estrutura independente da língua portuguesa. Além disso, possibilita o desenvolvimento cognitivo dos surdos, favorecendo o acesso destes aos conceitos e aos conhecimentos existentes.

 

  • Os usuários da Libras são os Surdos, familiares, profissionais da área e todas as  pessoas que convivem ou trabalham com Surdos ou tenham interesse por utilizar, pesquisar e aprender essa língua.

    Alfabeto de Surdos

CPDEC® - Desenvolvido por Dinamicsite 2006 - 2012